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domingo, 20 de janeiro de 2008

A vez da guerreira - A história de Calsta – Parte 3

Calsta entrou naquele salão vazio e escuro, andando com a espada em uma mão e o escudo, bastante rachado e perfurado, na outra. Estava ensopada de sangue e mesmo assim, sequer uma gota era sua. Também em sua espada dificilmente se via uma parte sem sangue escorrendo ou secando. Tinha percorrido um longo caminho de massacre até ali e agora estava diante de uma enorme porta que a separava do grupo de ladrões que assassinou seu marido há muitos anos. Na câmara anterior, havia dado conta de um grupo de oito bandidos e, antes disso ainda, tinha dado cabo em mais alguns para poder entrar onde estava. E era por isso que aquele pequeno trio de ladrões se escondia com tanto medo atrás das grossas portas de madeira.

Mas estavam perdidos, teriam que lutar, pois o aposento em que estavam não dispunha de nenhuma saída a não ser aquela. De dentro do recinto fechado puderam ouvir o barulho de espadas se chocando e os gritos dos homens morrendo; depois as batidas na grande porta. Ladrões são famosos por serem covardes e traiçoeiros, nunca corajosos. E coragem era o que faltava àquele bando no momento. Medo era a palavra adequada para expressar o que sentiam sobre seu futuro. E tinham motivo para isso. Aquela mulher havia matado todos os seus capangas em menos de meia hora.

Ai deles! Trancados e acuados. É mais do que certo que ninguém gosta de estar em situações assim, ainda mais quando a fúria move a espada do inimigo. Era o fim, para os três.

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Um comentário:

Fernanda disse...

gostei do seu blog!

Muito legais os contos, parabéns!

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