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terça-feira, 4 de setembro de 2007

A pólvora

Anerás é um mundo velho e ainda assim completamente diferente de qualquer outro. É um continente, abandonado no grande Mar Oceano, onde as pessoas vivem vidas simples e ordinárias. Existe muita injustiça, é claro, como em qualquer lugar onde se dependa da boa vontade de quem detém nas mãos o poder das cidades e dos reinos. Anerás é um lugar onde as pessoas calçam galochas nos pés para viajar, e vestem roupas feitas em casa, com pele de animal ou confeccionadas em teares domésticos. Alguns poucos conseguem comprar paletós finamente ornamentados, alinhados ou mesmo vestes suntuosas. A maioria das pessoas é simples e vive com o que consegue produzir, trocando mercadorias em praças e mercados. Muitos desses produtos são transportados a regiões distantes de onde são plantados ou produzidos, para serem vendidas a um preço mais elevado. Em quase toda Anerás é assim.

A pólvora é uma realidade, assim como as armas de fogo, mas estas são bastante complicadas em seu difícil manejo e recarga. Por isso a maioria ainda gosta de usar arcos e flechas, bestas de mão, espadas e facões, lanças e facas nas caçadas, nas lutas e até nas guerras. É necessário dizer também que armas de fogo não são artefatos baratos o que dificulta o acesso de muitos.

Só para exemplificar, uma pistola possui dois canos e, assim que seus projéteis são disparados, com o avançado sistema de pederneira, o processo de recarga do chumbo leva um tempo considerável, possibilitando a um arqueiro experiente, atirar várias flechas em seu oponente. O arcabuz e o mosquete, que atiram à distância, são bastante danosos se atingem o alvo, mas não fazem frente a uma boa besta de disparo de longo alcance no que concerne à recarga. Apenas canhões e granadas possuem um lugar de destaque nas guerras e na marinha militar. São armas de destruição em massa, capazes de derrubar um gigante com um único disparo.

Como mencionado antes, se uma garrucha é disparada, tem-se que recorrer a um tempo excessivo para encher novamente o cano com pólvora, enxofre e chumbo, até ela estar novamente apta a riscar a pederneira sobre o estopim e disparar outra carga. A real condição das chamadas armas de fogo em Anerás não é boa, dadas as dificuldades impostas em seu manejo e reposição de munição. Sem mencionar que uma flecha molhada ainda funciona perfeitamente, ao contrário de pólvora molhada, que fica inutilizada por completo. A ciência moderna das armas de fogo ainda é precária, fazendo muitos preferirem os bons e velhos instrumentos de matar. Mas, de algum modo, isso parece estar mudando, pois há fábricas de armas em algumas cidades de Anerás. E elas produzem grandes quantias desse artefato.

Ladrões, guardas, caçadores, mercenários e aventureiros preferem, em geral, as armas de longo alcance, mais práticas e menos barulhentas. Talvez um dia, quando houver um progresso no desenvolvimento dessa tecnologia bélica, as armas de fogo se tornem populares entre todos, modificando, para o bem ou para o mal, o cenário das caçadas, das lutas e das guerras. Talvez um dia, mesmo que muito distante, as pistolas ofereçam melhor manuseio que o velho arco e flecha. Mas, por enquanto, é o velho arco e flecha que salva ou condena a pele de muitos adeptos das caçadas e das emboscadas.

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Um comentário:

young vapire luke lestat news disse...

Bom o texto.
Gostei do seu blog .

voltarei + x aki


[]s lL.Sakssida

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